Associação de defesa das Crianças processa empresas por venderem Loot Box

A Associação Nacional dos Centros de Defesa da Criança e do Adolescente, a Anced, entrou nesta quarta-feira, 24, com sete ações civis públicas na Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal. As ações tem como alvo grandes empresas publicadoras de jogos e vendedoras online no Brasil, principalmente em relação à venda de loot boxes. As informações são do site O Tempo.

O Loot Box é a venda de itens online através de um sistema de “aposta”, o jogador compra uma baixa surpresa onde pode receber diferentes itens digitais, sem saber quais são os itens antes da compra. Esse sistema vem se tornando um dos mais famosos para a monetização em jogos eletrônicos, mas também vem ganhando muitas críticas por especialistas no mundo todo por ser análogo à um caça-níquel e causar vício na aposta nestes itens.

De acordo com as ações da Anced, as empresas acionadas na Vara da Infância utilizam a prática de loot box em jogos consumidos por crianças e adolescentes e o que caracteriza como uma estratégia de fidelização de consumidores menores de 18 anos a partir de técnicas de jogos de azar, visando à maximização de lucros e consequentemente atrapalhando o desenvolvimento psicológico.

“A Anced considera essencial que as práticas de venda de loot boxes (caixas-surpresa) embutidas em jogos de videogames sejam repreendidas pelo Poder Judiciário em tutela difusa, já que correspondem a um verdadeiro jogo de azar destinado a menores. É preciso que a sociedade assegure o desenvolvimento da criança e adolescente, tendo em vista o princípio da proteção integral”, diz o texto da ação.

Na ação a Anced está cobrando uma indenização com valor mínimo de R$ 1,5 bilhão para cada uma das 13 empresas processadas. Além de uma indenização de R$ 1.000 para cada criança ou adolescente que tenha sido vítima das empresas. Não foi especificado o que “vítima” quer dizer nesse contexto.

As empresas citadas nas ações são a EA, Activision, Garena Brasil, Nintendo Brasil, Riot, Ubisoft, Konami, Valve Corporation e Tencent Holdings. Além dessas a Apple, a Microsoft, o Google e a Sony também são alvos do processo.

Esse tipo de processo não é exclusividade do Brasil, já que outros países também começaram uma “guerra” contra as Loot Boxes em diferentes jogos. A ação até mesmo destaca que a Holanda, Bélgica e Alemanha proíbem esse tipo de itens à venda em jogos eletrônicos.

Coletiva de imprensa foi atacada por Zoombombing

Como é de se imaginar essa é uma decisão bastante controversa até mesmo entre os gamers. Com isso, a coletiva de imprensa realizada para divulgar e esclarecer mais sobre as ações foi atacada através de um zoombombing tática de invadir reuniões virtuais com a intenção de atrapalhar o andamento das atividades.

Durante a coletiva alguém conseguiu invadir a sala do Zoom e proferir palavras de baixo calão, além de colocar vídeos e músicas para serem executadas durante a reunião. Isso obrigou os organizadores a encerrar a sessão e começar em outra sala.

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