O PlayStation 5 fez a nova geração começar a engatar

PlayStation 5

Revelado oficialmente na última quinta-feira (11), o PlayStation 5 não foi o primeiro console de nova geração a dar as caras. Nesse sentido, o mérito cabe totalmente à Microsoft. Não somente a Microsoft já havia mostrado a cara de seu console, como também já havia realizado uma apresentação com algumas novidades.

No entanto, se o evento ligado ao Xbox teve sua dose de jogos interessantes, foi difícil ficar convencido de que “a nova geração” começava ali. Não somente porque faltavam first-parties e o escopo da maioria dos títulos era, no máximo, mediano, como porque o “fator Triplo A” surgiu de forma decepcionante. O tal “reveal de gameplay” do novo Assassin’s Creed em nada convencia que estávamos vendo o jogo real e fechou tudo de forma desanimadora.

PlayStation 5

PlayStation 5: vendendo sonhos

O evento da Sony conseguiu seguir um roteiro mais convincente, embora tenha começado com um tropeço. Grand Theft Auto V é um grande jogo e, mesmo lançado em 2013, ainda é muito bom. No entanto, quem realmente achou que era uma boa ideia iniciar a revelação de um console prometendo um novo relançamento de um jogo que já foi relançado anteriormente? Pareceu falta de tato, no mínimo.

Spider-Man: Miles Morales

Felizmente, isso foi compensado depois com uma apresentação que, se não foi perfeita, definiu bem o que esperávamos de um evento do tipo. A Sony, especialista em “vender sonhos”, trouxe uma boa seleção de jogos first party. O novo Horizon, a expansão Spider-Man: Miles Morales, o remake de Demon’s Souls, Ratchet & Clank e Gran Turismo 7 foram alguns dos nomes confirmados.

Ao mesmo tempo, ela apresentou games que, se não são exclusivos, mostraram pela primeira vez porque valerá a pena jogá-los na próxima geração. Resident Evil 8, Hitman III, Deathloop, Pragmata e GhostWire: Tokyo são alguns dos exemplos. Enquanto nada está num nível muito acima do que já se poder ver em um PC de alto desempenho, todos deixaram uma mensagem clara: você não vai conseguir ter essa qualidade visual com as plataformas atuais.

Expectativas devidamente criadas

Embora existam algumas exceções à essa regra, especialmente no departamento indie, em geral, o evento foi bem-sucedido no que se espera no início de uma nova geração: criar expectativas. Ainda restam algumas dúvidas bem importantes: qual é o preço e data de lançamento do console? O SSD vai ter toda essa importância? A retrocompatibilidade vai valer à pena? E vai ser preciso comprar The Last of Us pela terceira vez?

No entanto, não vejo problemas em afirmar que “a largada foi dada” e que agora fica mais real a concepção de que uma nova geração se aproxima. Felizmente, não vai demorar muito para sabermos mais sobre elas. A própria Microsoft já prepara para breve um evento com mais cara de “Triplo A” em que veremos suas armas first party para convencer os consumidores a fazer o salto para novos hardwares.

Se não temos uma E3 para reunir todas as novidades da indústria em um número concentrado de dias, ao menos parece que as desenvolvedoras ainda não esqueceram como mexer com nossas emoções e expectativas. Ironicamente, isso começou justo com o PlayStation 5, que iria ficar de fora do evento mesmo sendo a pandemia atual.

Resta esperar que essa “largada” tenha servido de exemplo e finalmente tenhamos apresentações mais emocionantes chegando por aí. Agora a bola está no campo da Electronic Arts, que ainda esta semana apresenta algumas novidades. E você vai poder conferir tudo em primeira mão aqui no Clube do Videogame.