O primeiro olhar da nova geração é familiar

Nova geração

Na semana passada, tivemos oficialmente o primeiro olhar sobre o que esperar da nova geração de consoles. No que muitos esperavam ser o momento em que veríamos um salto grande, ao menos do ponto de vista gráfico, as coisas pareceram bem familiares. Com raros trechos de gameplay, a apresentação em pouco diferiu do que já estamos acostumados a ver há anos em eventos como E3 ou Gamescom.

A maior decepção foi proporcionada por Assassin’s Creed Valhalla, jogo que tinha tudo para ser o benchmark do que um Triplo A pode oferecer este ano. Se a Ubisoft deu a entender que veríamos alguns minutos de gameplay, a realidade não foi bem assim. Na prática, o que foi exibido foram cenas que até podem ser feitas dentro da engine, mas que não refletem o que vamos encontrar ao ligar o console (ou PC) e jogar.

De certa forma, o problema não é dos jogos em si, mas ao formato da apresentação. Depois de anos acostumados a jogos que são 10 vezes mais bonitos no anúncio do que quando chegam às lojas, é difícil não ficar desconfiado. Como o Penny Arcade brincou: se tudo der certo, o Madden deste ano vai ter os gráficos que a EA prometeu na versão 2018.

É preciso jogar para crer

Não estou dizendo que não devemos acreditar que o nível de qualidade visto em alguns trailers é possível. Eu mesmo não acreditava no 4K do Xbox One X quando ele apareceu, e fiquei feliz em saber que estava errado. No entanto, depois de tantas decepções (e olha que eu jogo no PC com tudo no talo), é difícil não ficar um pouco cascudo com certas coisas.

Tem coisas que, no mundo dos games, só dá para acreditar jogando. Foi o processo que tive a felicidade de presenciar em 2017, quando estive na E3. Mais importante do que ver um trailer de Assassin’s Creed Origins rodando em alta qualidade no One X, foi poder jogar e ver aquilo rodando e respondendo aos meus comandos poucos minutos após a conferência da Microsoft.

Até por isso é tão prejudicial que em 2020 provavelmente não teremos nenhum evento físico de games rolando. Depois de GDC, E3, Gamescom e Tokyo Game Show, parece que é só questão de tempo até a BGS também ser cancelada. Até por isso, o evento que aconteceu na semana passada não podia ter adotado um formato tão tradicional.

Precisamos de mais

Em um ano em que a distância entre os produtos e o fã deve ficar grande até o lançamento, não dá pra se contentar com trailers. Sabemos que dá pra “forjar” gameplay (oi, Watch Dogs), mas sem termos apresentações com esse formato vai ser bem difícil acreditar no potencial da nova geração. Que sim, promete ser bem legal, mas nesse primeiro contato não surpreendeu muito.

Felizmente, não vai demorar muito até termos mais chances de ver o que vem pela frente. A Microsoft prometeu eventos mensais e em junho já devemos ver mais produções first-party. A IGN gringa também já organiza um evento, e tem empresas se movimentando para fazer suas próprias apresentações. Eventualmente, até a Sony deve acordar e acionar seu dormente marketing. (Só espero que não seja num post sem graça feito de maneira reativa em um blog).

E você, gostou desse primeiro contato com a nova geração de consoles ou saiu decepcionado?