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Riot Games fecha acordo e paga 100 milhões de dólares em processo de discriminação sexual

Riot Games fecha acordo e paga 100 milhões de dólares em processo de discriminação sexual

Estúdio decide pagar uma quantia elevada para encerrar processo definitivamente


Estúdio responsável pela criação de grandes jogos, como League Of Legends e Valorant, a Riot Games fechou um acordo no valor de 100 milhões de dólares em um processo legal movido pelo estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Assim, a empresa coloca um ponto final em um caso que já se arrastava desde 2018.

A Riot Games estava sendo acusada de discriminação sexual por suas funcionárias, e segundo o acordo firmado, irá pagar 80 milhões de dólares entre todas as antigas e atuais funcionárias que tenham trabalhado na companhia desde Novembro de 2014. Os 20 milhões restantes servirão para pagar as despesas que elas tiveram com advogados e outras despesas legais, durante esse processo.

Além disso, a empresa concordou no monitoramento todos os seus relatórios internos e processos de igualdade de pagamento por uma empresa externa, que foi aprovada pelo judiciário do estado da Califórnia, durante o período de 3 anos. Falta apenas a aprovação do tribunal para o encerramento do caso, algo que deverá sair nos próximos meses.

Em comunicado oficial, a Riot Games reconheceu que ficou “no centro de uma tempestade nessa indústria de jogos” há 3 anos, se afastando dos valores que a empresa definiu para si. Ela também realça que esse acordo é um sinal da mudança interna que vem ocorrendo desde 2018, e demonstra vontade de “liderar dando bons exemplos, com mais responsabilidade e igualdade na indústria de videogames”.

O acordo parece ter agradado Genie Harrison, representante das funcionárias durante o processo. “Nós apreciamos a introspecção e o esforço da Riot, desde 2018, para se tornar uma companhia mais diversa e inclusiva, à vontade em assumir responsabilidades pelo seu passado e o seu compromisso com a justiça e igualdade no futuro”, disse Genie.

Esse processo legal começou em 2018, após uma investigação do site Kotaku, que expôs publicamente a cultura de assédio e discriminação existentes na Riot Games. Naquela época, a equipe do site falou com 28 funcionários da empresa, que relataram lidar com uma cultura hostil para as mulheres e que “em alguns casos, a empresa até recompensava comportamentos depreciativos às mulheres”, segundo alguns relatos.

Resta aguardar e ver se a empresa realmente mudará as suas diretrizes e cumprirá com o acordo e com seu compromisso de tornar o ambiente mais igual, respeitoso e justo a todos. É o mínimo que todos esperam.

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Luan Carlos

Luan Carlos

Um gamer nostálgico, que acredita no poder dos games de transformar para melhor a vida das pessoas. Escritor do Clube do Videogame e redator da Criabits.

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