Tomb Raider | Confira a nova trilogia de Lara Croft

Tomb Raider capa

É inegável que a série dos jogos da exploradora Lara Croft teve seu ápice ainda nos anos noventa, aparecendo não só em jogos, mas em diversas mídias diferentes, indo de comerciais de TV até os filmes. Nesta matéria decidimos trazer mais informações sobre a nova trilogia de Tomb Raider, um sucesso da Crystal Dynamics e Square-Enix.

Tomb Raider (2013)

Ainda que com impacto menor, o reboot proporcionado pela Crystal Dynamics em 2013 foi muito bem recebido pelos jogadores e pela crítica. Com uma nova Lara — mais jovem e inexperiente –, tivemos uma aventura que bebia muito da fonte de games contemporâneos, principalmente a série Uncharted.

Já a história não era das mais inspiradas, mas fazia seu serviço muito bem. Lara sai em sua primeira expedição à bordo do navio Endurance, com o objetivo de encontrar o reino perdido de Yamatai. Ao entrar em uma tempestada violenta, o navio afunda e seus passageiros ficam naufragados em uma ilha isolada próxima ao Japão.

Durante a aventura, Lara investiga o mistério da princesa Himiko, além de buscar o paradeiro de seus amigos que também estão perdidos na ilha.

A aventura não se passa em fases como os games antecessores, mas sim em um mundo semi-aberto, onde diversas áreas da ilha são explorados aos poucos, com direito a fast-travels nos acampamentos espalhados pelo lugar.

Já o combate faz bem seu serviço, com destaque ao arco-e-flecha, que se tornaram a arma principal de Lara nessa nova trilogia, tomando o lugar das duas pistolas dos jogos anteriores. Ainda que haja acesso à outro tipo de arsenal, é possível levar o game praticamente inteiro usando só as flechas, que são muito satisfatórias de se usar.

É realmente um jogo que não ficou preso à sua geração (PS3/Xbox 360), tendo sido relançado para a geração seguinte e ainda aparecendo bastante em promoções até hoje nas lojas digitais.

Rise of the Tomb Raider (2015)

Com o sucesso do game anterior, a Square Enix encomendou uma sequência novamente pela Crystal Dynamics e em 2015, Rise of the Tomb Rider chegou ao mercado.

Inicialmente lançado exclusivamente nas plataformas da Microsoft — inclusive com uma versão exclusive para a 7ª geração saindo para o Xbox 360 — RotTR melhora não só visualmente mas também em todos os outros aspectos.

Usando feedback dos jogadores como base para as melhorias, foi reduzido consideravelmente o número de quick time events — recurso que assolou a geração do PS3 — e aumentou a quantidade de quebra-cabeças e tumbas a serem exploradas.

Inclusive a grande melhoria desse segundo jogo são realmente as tumbas, que dessa vez possuem quebra-cabeças mais complexos. Além disso, as tumbas opcionais agora oferecem habilidades distintas, ao invés de apenas pontos de experiência, motivando mais o jogador a se aventurar por elas ainda durante sua primeira jogatina.

O game ainda funciona como o anterior, com um sistema similar a metroidvanias ao invés de fases separadas por capítulos. Já o modo multiplayer do anterior não foi trazido de volta, dando lugar ao modo Expedições, onde o jogador pode refazer missões com algumas limitações, com o objetivo de ganhar pontos que podem ser trocados por itens para o jogo principal.

Não bastasse isso, o game ainda teve três mini-campanhas em forma de DLC, sendo até uma delas com zumbis (e obviamente não canônica).

Shadow of the Tomb Raider (2018)

Tomb Raider shadow

Já que a Crystal Dynamics estaria ocupada com seu grande projeto do “maravilhoso” Marvel’s Avengers, ficou a cargo de outra subsidiária da Square-Enix, a Eidos Montreal, o trabalho de fazer o terceiro game do reboot moderno da série.

Sendo lançado três anos depois do segundo jogo, aqui temos uma aventura que parece mais um aperfeiçoamento das mecânicas dos dois jogos anteriores. Lara agora explora florestas da América do Sul (mas não no Brasil), lidando ainda com a organização paramilitar Trinity, os mesmos antagonistas do game anterior.

Por se passar primariamente em ambientes de floresta, o game se assemelha muito mais visualmente ao primeiro jogo do reboot, deixando de lado ambientes mais variados, como as montanhas nevadas e desertos do segundo game.

Ainda assim, temos ambientes mais densos que os dois jogos anteriores juntos, com florestas repletas de animais, escombros, casas e até mesmo uma grande cidade que serve como hub para Lara e Jonah — seu companheiro gordinho de aventuras — descansarem, comprarem equipamentos e abrirem pequenas sidequests com os NPCs do local.

Por ser um game bem denso, ele sofre bastante no PS4 e no Xbox One (base e S). Já a versão completa do mesmo (com todas as DLCs), lançada para os consoles atuais e PC, roda perfeitamente e não taxa tanto o hardware, o que é bom, já que os visuais do game realmente precisam de um equipamento robusto para serem apreciados.

Outra melhoria é na variedade de roupas. Lara agora não precisa se limitar a trocar a vestimenta toda de uma vez, podendo equipar “partes” separadas, como camuflagens, coletes e botas. Existem, claro, roupas completas, tendo até mesmo os modelos originais dela dos jogos Tomb Raider 2, Angel of Darkness e Tomb Raider (2013).

Os puzzles por sua vez são o grande destaque desse jogo, sendo muito bem feito e talvez até um bom exemplo a ser seguidos por outros games de aventura em terceira pessoa. Caso o jogador esteja na dificuldade normal, os quebra-cabeças podem se provar bem difíceis. Todos usam a física do jogo para funcionar, necessitando muito tempo de raciocínio, mas sem nunca ficar chato ou estimular o uso de guias online.

Infelizmente, a crítica em geral não gostou muito do jogo, que vendeu pouco no início mas que chegou a vender 4 milhões de cópias até o início de 2021. A principal reclamação é de que o game só melhora o que foi conquistado nos lançamentos anteriores, mas não ousa em trazer nada que mude muito a fórmula.

Isso é até compreensível, visto que a Square-Enix resolveu trocar a desenvolvedora e esses, por serem novos no trato da propriedade intelectual, acabaram somente aparando as arestas com medo de tentar inovar demais e manchar a reputação deles mesmos ao “estragar” uma franquia bem trabalhada em anos recentes. Foi uma pena, pois Shadow of the Tomb Raider acerta em muitos pontos, mas acaba mesmo sendo um grande “nota 7” no final. Mas nem por isso deixa de ser divertido.

E aí, qual o seu jogo favorito da nova trilogia de Tomb Raider? Conte pra gente!

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