Batman Arkham: qual o melhor game da franquia?

Batman Arkham: qual o melhor game da franquia?

A franquia Batman Arkham revolucionou o mundo dos games, principalmente quando o tema são jogos de super herói, fazendo com que seja possível vivenciar aventuras na pela do próprio homem morcego, com mecânicas que incluem os principais itens do personagem, além de explorar sua mitologia. Após mais de 10 anos desde o primeiro lançamento, já foram lançados 4 títulos relacionados a série que, segundo os desenvolvedores, já teve a história do seu protagonista concluída. Ainda assim, a saga é comentada até os dias de hoje, tendo até mesmo um spin-off em desenvolvimento, focado no Esquadrão Suicida e que irá mostrar outros membros da Liga da Justiça nesse universo. Para relembrar a qualidade da franquia, preparamos um ranking com todos os games e avaliamos cada um, do pior ao melhor.

 

Batman: Arkham Origins 

Batman Arkham Origins

Lançado em outubro de 2013, Batman: Arkham Origins tem uma proposta diferente dos outros games, que seguem uma ordem cronológica. A ideia do jogo é mostrar como o Bruce Wayne deste universo começou suas aventuras como homem morcego. Ainda que o título não retrate realmente a primeira vez que o personagem começou a enfrentar o crime em Gotham City, já que faz mais de um ano que ele age pelas ruas, a história mostra uma versão mais inexperiente do herói, que não conhece todos os seus vilões e ainda está se adaptando a essa nova vida, sem muitos aliados além do mordomo Alfred e com a polícia da cidade o vendo como outro criminoso, inclusive com Jim Gordon, um de seus melhores amigos, o caçando durante a trama.

Uma das grandes diferenças desse game para os outros é que ele não foi produzido pela Rocksteady, estúdio responsável pela franquia Arkham até então, mas sim pela WB Games Montreal, uma divisão da Warner Bros. Ainda que o jogo pareça muito semelhante com os jogos anteriores do Batman, os jogadores mais atentos podem perceber algumas diferenças em detalhes, tanto na jogabilidade quanto no gráfico. Já as avaliações que o projeto recebeu após o seu lançamento foram mistas. No Metacritic, a nota média entre as opiniões da crítica especializada foi de 74, a pior de toda a saga. Ainda que a nota do público tenha sido um pouco melhor, também não foi tão alta e a mais baixa em comparação aos outros títulos, recebendo 7,6 entre as avaliações dos jogadores.

Ainda que Batman: Arkham City tenha diversas qualidades, principalmente reaproveitando elementos que deram certo nos jogos anteriores e uma história muito bem construída, explorando ainda mais o lado detetive do personagem, a impressão que o game deixa é de que havia potencial para algo a mais além do que foi apresentado. A maior parte das críticas que definem o título como mediano apontam falhas técnicas e bugs que atrapalham na experiência, além de uma jogabilidade inferior a dos jogos anteriores da série Arkham. Ainda que o game se passe antes de qualquer outro, a narrativa não apresenta tantos elementos diferentes, com o Coringa continuando como o vilão principal e personagens que poderiam ter espaço de forma diferente, como Harveu Dent antes de se tornar o Duas Caras ou Barbara Gordon, que tem uma breve participação, mas não vai muito além disso.

 

Batman: Arkham Knight 

Batman Arkham Knight

O último jogo lançado da franquia, Batman Arkham Knight, prometeu ser o grande encerramento para toda a história construída até então, colocando um ponto final na história do homem morcego desse universo. Após o encerramento surpreendente de Batman: Arkham City, boa parte dos fãs esperaram a continuação da trama e criaram teorias próprias sobre o que poderia acontecer, com algumas pessoas teorizando até mesmo se haveria uma continuação enquanto o estúdio não confirmava o próximo título de forma oficial. Quando o novo game chegou, o Espantalho, um inimigo conhecido pelos fãs do Batman e que já havia aparecido anteriormente na série, foi anunciado como vilão principal, fazendo um plano definitivo para acabar com o herói. Porém um personagem misterioso, chamado Arkham Knight, também apareceu para dar mais mistério aos eventos que aconteceriam.

O jogo foi lançado em 2015, pouco tempo após a chegada da nova geração, com consoles como o PlayStation 4 e o Xbox One. O foco da Rocksteady foi rodar o seu novo título nos aparelhos mais modernos, aproveitando o salto tecnológico que eles ofereceram na época e adicionando novos conteúdos que até então, não eram possíveis de serem feitos, o que impediu o lançamento para geração anterior, do PlayStation 3 e do Xbox 360.. Entre os novos elementos adicionados em Batman: Arkham Knight, está o Batmóvel, o clássico carro do homem morcego, que agora seria um elemento importante tanto para história quanto para jogabilidade. No geral, as avaliações do game são positivas, tendo ficado com uma nota média de 87 entre as opiniões dos críticos e 8,0 entre as opiniões do público no Metacritic.

Ainda que seja o encerramento de uma história que durou anos e revolucionou o mundo dos video games, permitindo que o jogador se sentisse o próprio Batman através da imersão gerada pela jogabilidade e construção de mundo, Arkham Knight não ocupa o primeiro lugar da lista entre os melhores jogos da série, ainda que seja uma excelente produção. Entre tantas qualidades, o excesso de Batmóvel durante a trama pode incomodar alguns jogadores, com o veículo se tornando uma parte essencial até demais na história e em missões secundárias, tendo uma batalha muito esperada resumida a uma luta entre tanques. A história em si tem muito mais pontos positivos do que negativos, porém a identidade do Cavaleiro de Arkham, um dos elementos centrais da narrativa, se torna muito óbvia depois de um período da jogatina, principalmente para aqueles que conhecem um pouco mais da mitologia do herói em outras mídias.

 

Batman: Arkham Asylum 

Batman Arkham Asylum

Batman: Arkham Asylum foi onde tudo se iniciou. Colocando o homem morcego de volta ao mundo dos games, o título coloca o jogador na pela do herói para viver uma aventura no Asilo Arkham, o local onde a maior parte dos criminosos de Gotham City são enviados para serem tratados. O vilão principal na história, como era de se esperar, é o Coringa, arque-inimigo do Batman, que prepara uma rebelião no local, transformando a noite em uma loucura total. Com diversos pacientes perigosos à solta, alguns sendo nomes importantes da galeria de vilões do herói, o cavaleiro das trevas precisa dar um jeito na situação, salvar alguns dos inocentes presentes no local e investigar o que o palhaço príncipe do crime está tramando para o fim da noite.

Lançado em 2009, o jogo foi considerado um dos melhores daquele ano. O estúdio que produziu Batman: Arkham Asylum, a Rocksteady, tinha esse como seu maior projeto até então. O game foi lançado para os consoles da geração atual da época, PlayStation 3 e Xbox 360, além do PC. A jogabilidade do título era um de seus principais pontos fortes, inserindo um estilo de luta dinâmico, que se tornou uma das marcas registradas da franquia, diversos gadjets que o protagonista poderia usar tanto no meio das lutas quanto para resolver puzzles, além de explorar diferentes características marcantes do personagem, como seu lado de detetive ou suas habilidades furtivas, utilziando as sombras para derrotar seus inimigos sem ser visto. No Metacritic, o jogo ficou com uma nota média de 91 entre as avaliações dos críticos e 8,8 entre as avaliações do público.

Vale lembrar que, ainda que houvessem diversos games de herói no mercado, nenhum foi tão imersivo quanto Batman: Arkham Asylum até aquele momento. A maior qualidade do jogo, relembrada até os dias de hoje, é como seus principais elementos, desde a construção de mundo até a gameplay, colaboram para que o jogador realmente se sinta o Batman dentro de um universo cheio de vilões perigosos e insanos. O combate em si também colabora com a experiência, além do da história ser bem construída, ainda que simples, dando o tom certo que mistura características diferentes do personagem, como suas habilidades em luta corpo a corpo, sua destreza e furtividade e sua inteligência, que o faz ser o melhor detetive do mundo. Ainda que o título seja um dos melhores, o final da história não é tão bom, tentando deixar a situação épica, mas só conseguindo deixá-la sem graça.

 

Batman: Arkham City 

Batman Arkham City

Batman: Arkahm City conquista o topo da lista entre os melhores games da série Arkham, uma posição reconhecida pela maior parte dos fãs. Servindo como uma continuação de Batman: Arkham Asylum, o game traz de volta os principais personagens do título anterior, mas acrescenta muitas novidades, além de continuar a narrativa com uma história ainda melhor que a do primeiro jogo. Dessa vez, ao invés de colocar o herói preso em um asilo para criminosos mentalmente insanos, o jogo coloca Batman em uma parte isolada de Gotham City que está servindo como uma prisão gigante em um experimento de Hugo Strange, um psiquiatra perigoso que pode oferecer perigo não só por ter controle do local, mas por saber a verdadeira identidade do protagonista, Bruce Wayne.

O game foi lançado em 2011, dois anos após o primeiro, e como era de se esperar, levou os conceitos apresentados em Batman: Arkham Asylum para outro nível. Alguns conceitos utilizados anteriormente voltam para Arkham City, mas de maneira melhorada. O combate ficam ainda mais brutais, com novos golpes e combos, além de novos gadjets para serem utilizados nos puzzles e durante as próprias lutas. Além disso, enquanto seu antecessor tinha um mundo aberto limitado a pequena área do asilo, Batman: Arkham City eleva esse conceito a outro nível, dando um espaço grande da cidade de Gotham para o jogador explorar e acrescentando novas missões secundárias com mais vilões para serem enfrentados. No Metacritic, o título recebeu uma nota média de 96 entre as avaliações da crítica especializada, a maior da franquia, enquanto a nota média do público é de 8,8.

A atmosfera em Batman: Arkham City é ainda melhor construída, além do game utilizar bem os novos recursos disponíveis. A maior parte das missões secundárias são interessantes de jogar, explorando diferentes lados do personagem, desde a do Pistoleiro ou do Ladrão de Faces, em que o homem morcego precisa investigar a situação usando o máximo do seu lado detetive, até os desafios do Charada, que colocam diversos tipos de puzzles para serem resolvidos até que o criminoso finalmente possa ser capturado. O mundo aberto cria uma Gotham vasta, com diversos lugares para serem explorados. Ainda assim, uma das maiores qualidades do game junto de sua jogabilidade, é a história, que coloca o personagem para enfrentar vários de seus vilões novamente, de maneira bem amarrada e interessante, além de ter uma das melhores narrativas em games de herói, com um grande plot twist no final.