God of War: qual o melhor jogo da franquia?

God of War: qual o melhor jogo da franquia?

God of War se tornou, ao longo dos anos, uma das maiores franquias da história dos video games. O jogo, que virou uma verdadeira marca da PlayStation, marcou gerações e continua sendo um grande destaque do console e até mesmo um atrativo para aqueles que estão em dúvidas sobre qual aparelho comprar. A história da saga acompanha a jornada de Kratos, um guerreiro espartano que empunha duas lâminas super afiadas e com poderes mágicos, que geram fogo conforme matam seus inimigos. Ele conseguiu sua arma através de um pacto com Ares, o deus grego da guerra, o qual jurou fidelidade até o resto de sua vida. No entanto, em um plano de Ares, que achava que a família do espartano o deixava mais fraco, o protagonista matou sua esposa e filha por engano e foi amaldiçoado a vagar com as cinzas de ambas grudadas em sua pele, o que lhe rendeu o apelido de Fantasma de Esparta.

O primeiro lançamento de God of War foi um dos maiores sucessos da história da Sony, o que culminou na construção de uma de suas franquias mais bem sucedidas. Após mais de 15 anos, a série tem diversos lançamentos, desde títulos da história principal, que acompanham a batalha de Kratos contra os deuses até spin-offs, que retratam outras épocas da vida do protagonista, mas que são essenciais para entender seu desenvolvimento. São tantas aventuras que o jogador acompanhou o personagem principal que, por mais que durante a maior parte do tempo a temática da mitologia grega tenha sido predominante, já foi possível ver Kratos enfrentar criaturas de outros panteões, como o nórdico, mais recentemente. Pensando na quantidade de histórias que a saga God of War já proporcionou ao público, separamos um ranking dos melhores jogos da série, do pior ao melhor.

 

Confira o ranking da saga God of War

 

God of War Ascension (2013)

God of War Ascension

God of War Ascension foi o último lançamento da Sony em que Kratos ainda se aventura pela mitologia grega, ainda que o game seja uma prequel das histórias anteriores, e não uma continuação do que aconteceu em God of War 3. Infelizmente, o jogo não é tão bom quanto poderia ser, ocupando a última posição em nossa lista e até nas listas da maior parte dos fãs da franquia. No jogo, acompanhamos a história do protagonista logo após ele matar sua própria família e quebrar o pacto de sangue que ele tinha com Ares. Como todos os mortais que quebram juramento a um deus, ele vai para uma prisão onde será castigado por toda eternidade pelas fúrias, criaturas milenares que vieram ao mundo antes mesmo dos deuses e dos titãs na mitologia grega, e terá que escapar do local se quiser sobreviver e conseguir sua vingança pelo que o deus da guerra o obrigou a fazer com sua esposa e filha.

No Metacritic, a avaliação de God of War Ascension não foi das melhores em comparação aos outros lançamentos da saga, embora não seja um desastre completo. No site, a nota média da crítica especializada foi de 80, enquanto a nota média do público foi de 7,8. Ainda que valha a pena jogar o game, principalmente por sua história que ajuda a entender melhor a jornada de Kratos ao longo da saga e expõe novos detalhes não revelados até então, o jogo aparenta não acrescentar tanto quanto o aspecto é jogabilidade, além de ser um dos menos divertidos de toda a franquia. Além de tudo, o título ofereceu aos jogadores um modo online pela primeira vez na saga, que infelizmente também não funcionou tão bem. Embora fosse divertido jogá-lo, os servidores em si eram mal administrados e achar partidas não era tão fácil, o que fez com que o multiplayer fosse abandonado rapidamente após o lançamento.

 

God of War Chains of Olympus (2008)

God of War Chains of Olympus

Seguindo a lista, God of War Chains of Olympus ganha seu espaço. O jogo foi o primeiro lançamento da franquia feito para portáteis, já que até então todos os títulos foram lançados para PlayStation 1 ou PlayStation 2. Esse game também se trata de uma prequel, mas um pouco adiante dos acontecimentos de God of War Ascension. Após fugir da fúrias e deixar de ser um servo de Ares, Kratos continuou servindo os outros deuses do Olimpo, cumprindo tarefas na esperança de que as memórias de seu passado fossem apagadas e seus pecados fossem perdoados. A missão dessa vez é uma das mais difíceis que o protagonista terá que cumprir. Persefone, esposa de Hades, o deus do submundo grego, se uniu ao titã Atlas para destruir os pilares que erguem o mundo e, no processo, feriu hélio, o deus do sol nesse universo. Cabe ao anti-herói impedir os dois antagonistas de concluírem seus planos.

No Metacritic, a nota do jogo não é ruim, assim como o projeto em si tem muitas qualidade, mas fica abaixo de outros títulos da franquia mais por qualidade dos concorrentes do que por demérito próprio. O jogo tem a qualidade de ambientar os jogadores em uma realidade em que Kratos ainda não era a máquina de matar deuses que ele se tornou ao longo da saga. Ainda assim, a história de God of War Ascension pode não ser tão interessante em alguns momentos, principalmente por prometer um protagonista um mais humano que nos jogos anteriores e um pouco menos forte, e terminar como a maior parte dos outros títulos: com Kratos matando os seres mais poderosos da mitologia grega. Ainda assim, o game tem diversas qualidades, como boas boss fights durante a jornada, uma excelente construção de mundo, além de ter uma das cenas mais emocionantes da saga, do anti-herói junto a sua filha.

 

God of War Ghost of Sparta (2010)

God of War Ghost of Sparta

Ainda nos títulos lançados para o portátil, God of War Ghost of Sparta ocupa o sexto lugar em nossa lista. O principal elemento que pode ser percebido ao montar uma lista do pior ao melhor título da franquia God of War é o fato de que a série tem uma consistência muito boa em seus lançamentos, com a maior parte deles tendo muita qualidade e não sendo tão distante dos que ficam acima deles no ranking. Ghost of Sparta não é de fato um prequel, já que seus acontecimentos se passam após o primeiro jogo da saga e, consequentemente, de Ascension e Chains of Olympus, porém ele conta a história de Kratos no período em que ele foi o deus da guerra, logo após matar Ares. Além de tudo, a trama dá atenção a um passado pouco explorado do protagonista, mostrando mais de sua família, como sua mãe e, principalmente, seu irmão, um dos principais personagens para história do personagem.

Em God of War Ghost of Sparta, Kratos descobre que seu irmão, Deimos, que ele pensou estar morto todo esse tempo, na verdade está vivo, e foi aprisionado pois havia uma protagonista de que um garoto marcado de esparta iria destruir o Olimpo. Desta forma, a trama do título para portátil se torna sua principal qualidade, se aprofundando mais no lado humano do protagonista e contando uma história que é essencial para entender suas ações do futuro. No Metacritic, Ghost of Sparta conta com uma nota média de 86 entre as avaliações da crítica, com a nota média do público sendo mais alta, com um 9,0. A maior parte das críticas fala sobre a qualidade visual do projeto, sendo um dos mais bonitos da saga, mas ressaltam a falta de inovação das mecâncias, a facilidade do jogo e, principalmente, sua duração, podendo ser um pouco maior.

 

God of War Ragnarok (2022)

God of War Ragnarok

Começando o Top 5 da lista, está um título que não coloca Kratos na mitologia grega, mas sim na nórdica. Neste ponto, isso não foi uma novidade tão grande para os fãs, já que God of War Ragnarok é a sequência do primeiro título que introduziu os jogadores a nova ambientação da saga e que continua contando a história não apenas do Fantasma de Esparta após deixar as terras gregas, como também de seu filho, Atreus. Continuando a história da onde o primeiro jogo da nova saga parou, ele volta a trazer os personagens que conquistaram o público 4 anos antes, como Mimir e Freya, além de finalmente apresentar o principal vilão dessa nova aventura, Odin, que é o principal deus do panteão nórdico e a grande ameaça para os personagens, o qual precisa ser derrotado. Enfrentar o Pai de Todos não é uma tarefa forte, já que ele tem a ajuda de outras divindades importantes, como Thor e Heimdall.

No Metacritic, God of War Ragnarok tem uma das notas mais altas da franquia. O jogo recebeu uma nota média de 94 entre as avaliações da crítica especializada. Por outro lado, as avaliações do público não são tão boas quanto as de outros títulos da saga, ainda que estejam longes de serem baixas, com uma nota média de 8,0. Ragnarok traz de volta a maior parte dos elementos que fizeram sucesso no jogo de 2018, tanto na jogabilidade quanto na qualidade gráfica, criando um mundo que além de belo, também é muito imersivo. Porém, as altas expectativas que o jogo anterior gerou pode ter prejudicado a experiência do jogador, já que a história está longe de ser tão gratificante quanto a contada anteriormente, além de, ao que tudo indica, já dar fim a saga da mitologia nórdica, criando a sensação de que aquele mundo poderia ter muito mais a ser explorado e a aventura foi corrida demais.

 

God of War 3 (2010)

God of War 3

Em 4° lugar na lista está um dos títulos mais queridos de toda a franquia. God of War 3 foi um dos jogos mais aguardados de todos os tempos, principalmente pelo final do jogo anterior, que terminou totalmente em aberto e permitindo que os jogadores imaginassem o que estava por vir. Lançado para PlayStation 3, o game ainda prometia um avanço nos aspectos técnicos, utilizando a tecnologia da geração recém lançada na época. A história iria encerrar a trilogia, colocando Kratos contra todo o Olimpo em uma jornada em que o protagonista se alia aos titãs para conseguir sua vingança. Durante a narrativa, o jogador é apresentado aos principais deuses da mitologia grega, que também serão os maiores inimigos do anti-herói em sua jornada.

God of War 3 teve a vantagem de cumprir com as expectativas da maior parte da comunidade gamer. Até então, a saga era conhecida por seus combates dinâmicos e violentos, além de boss fights épicas e grandiosas, colocando Kratos para lutar contra criaturas com o dobro, o triplo ou até 10 vezes maiores do que ele, e é exatamente isso que o terceiro título da franquia entrega durante toda a aventura. No Metacritic, as avaliações também são muito boas. O jogo teve uma nota média de 92 entre as avaliações da crítica especializada e conquistou 8,9 entre as avaliações do público. O terceiro jogo da franquia principal serviu bem para encerrar uma história que evoluiu bem durante os anos, e dá o ar de grandiosidade que esse final precisava, além de voltar a criar uma boa ambientação, tanto nos cenários quanto nas batalhes em si, e ter chefões criativos e desafiadores.

 

God of War (2005) 

God of War 2005

Começando o Top 3 da lista, o jogo que iniciou toda a história dificilmente ficaria de fora. God of War, de 2005, marcou mais do que uma geração, principalmente por introduzir a maior parte do público gamer a um mundo de possibilidades utilizando a mitologia grega, uma das mais conhecidas, interessantes e amadas por aqueles que se interessam por história. Lançado para PlayStation 2 e, posteriormente, remasterizado para PlayStation 3, o game conta uma história que não deve ser tão desconhecida para maior parte dos jogadores, afinal de contas, de modo geral esse é o ponto de origem para toda a aventura dos games seguintes. O principal objetivo do título é matar o deus Ares, que por si só já é uma tarefa difícil. Para cumprir a missão, o protagonista Kratos terá que se aventurar para encontrar a caixa de Pandora, que lhe dará força suficiente para enfrentar a divindade de igual para igual.

No Metacritic, God of War tem uma nota média de 94 entre as avaliações da crítica especializada, uma das maiores de toda a franquia. Entre o público geral, as opiniões também foram muito boas, com uma nota média de 8,9. O posicionamento no Top3 do ranking vai muito além de só o fato do jogo ter iniciado uma das sagas de maior sucesso da história do video game, mas também por méritos como introduzir novas mecânicas, que de jogabilidade e principalmente, de combate, introduzindo os jogadores em lutas violentas e eletrizantes. Além disso, ainda que Kratos seja um anti-herói, isto é, um protagonista pouco convencional e com atitudes duvidosas durante a história, ele é um dos personagens mais carismáticos que um gamer pode conhecer. Toda a experiência fica ainda melhor com o uso da trilha sonora épica e a construção de mundo feita pelo estúdio da Santa Mônica.

 

God of War 2 (2007) 

God of War 2

Em segundo lugar na lista está um dos, se não o título mais querido pela maior parte dos fãs. God of War 2 foi lançado em 2007, apenas dois anos após o primeiro jogo chegar ao mercado, e foi um sucesso ainda maior do que o seu antecessor. O game também foi lançado para PlayStation 2, console em que marcou a maior parte do público e foi um dos mais jogados da época e, posteriormente, remasterizado para PlayStation 3. A história continua contando a saga de Kratos, o Fantasma de Esparta que, após concluir a missão do Olimpo e matar Ares, ocupa o cargo da divindade e se torna o deus da guerra. Ainda assim, após algumas desavenças com os outros deuses, o protagonista perde seus poderes e é morto por Zeus, seu próprio pai, porém é resgatado por Gaia do submundo e vai ao encontro das Irmãs do Destino, entidades poderosas que escrevem a realidade e podem mudar o curso da vida de Kratos.

Conquistando a maior parte dos jogadores, God of War 2 foi, provavelmente, o título mais marcante da saga grega. No Metacritic, o jogo conta com uma nota média de 93 entre as avaliações da crítica e 9,1 entre as avaliações do público. A maior parte das reviews falam sobre como o game aprimorou o que já havia dado certo no primeiro game da franquia, revisitando conceitos que agradaram o público e adicionando novas mecânicas. A própria história é um dos elementos mais marcantes do título. Se Kratos já era um protagonista interessante em God of War, na continuação ele se torna ainda mais, com a aventura dando mais vulnerabilidade ao seu protagonista e conectando melhor o jogador ao personagem principal. Além disso, as batalhas dessa vez se tornam ainda mais épicas, principalmente nas boss fights, tendo algumas das lutas mais memoráveis entre os jogos do PlayStation 2.

 

God of War (2018)

God of War 2018

God of War, lançado em 2018, ocupa o primeiro lugar da lista. O jogo foi lançado para PlayStaton 4 e, posteriormente, no PlayStation 5, adaptando suas qualidades gráficas para nova geração. O título do game, sem numeração ou subtítulo, define um recomeço para franquia como um todo, ainda que a história seja uma continuação da saga grega. Esse é o primeiro game que insere Kratos no mundo da mitologia nórdica, mostrando não apenas uma nova ambientação, como também um protagonista muito diferente do que foi visto na franquia até então, mais velho e experiente. A história do jogo ainda introduz Atreus, filho do Fantasma de Esparta com Laufey, uma personagem que acabou de morrer e dá como tarefa a sua família queimar seu corpo e levar as cinzar para serem despejadas no ponto mais alto de todos os reinos, o que coloca os dois personagens em uma aventura cheia de perigos.

No Metacritic, o jogo conta com uma nota média de 94 entre as avaliações da crítica especializada, além de ficado com uma nota média de 9,1 entre as opiniões do público geral. As conquistas de God of War não param por aí, com o jogo tendo sido o vencedor do prêmio de jogo do ano no The Game Awards de 2018. Tanta aclamação não veio por acaso, já que o título oferece não apenas um retorno a uma das sagas mais queridas pela comunidade gamer, mas também apresenta um novo estilo de jogabilidade em relação aos jogos anteriores, apresentando elementos de RPG e novas mecânicas de combate, menos frenéticas e mais focadas na estratégia durante as lutas, algo que condiz com o amadurecimento da saga e do próprio personagem principal. Além disso, a história de God of War é um de seus principais pontos altos, permitindo que o jogador conheça um novo mundo e novos personagens, mas respeitando e fazendo referências as aventuras vividas anteriormente, criando um clima emocionante que permeia por toda nova jornada de Kratos com seu filho.