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Mulheres desenvolvedoras de games

Conheça alguma das mulheres desenvolvedoras de games.

Carol Shaw

Nascida em 1955, em Palo Alto, na Califórnia, Carol Shaw foi a primeira mulher a desenvolver um jogo. Ela fez história ao criar o jogo River Raid, um dos maiores clássicos do Atari 2600. Desde pequena, Carol tinha bastante interesse por videogames e no ensino médio começou a interagir com computadores, quando descobriu que podia jogar games baseados em texto no sistema BASIC. 

Quando entrou na universidade, Shawn cursou Engenharia Elétrica e Ciências da Computação, dois campos de estudo ocupados por poucas mulheres nos anos 70. Shaw chegou até a conquistar um mestrado em Ciências da Computação na universidade de Berkeley.  

Shaw era talentosa e chamava atenção de várias empresas, incluindo a Atari, que logo a chamou para ser engenheira de software.  Porém, foi quando ela entrou na Activision, em 1982, que sua carreira decolou. Lá, Shaw resolveu desenvolver um jogo de ação. Assim nasceu River Raid, um marco de inovação para a época. O jogo fez muito sucesso e superou um milhão de unidades vendidas.

Porém, Carol deixou a indústria de games para trás para trabalhar em outras áreas. Seu legado, no entanto, não foi esquecido. Carol Shaw foi a primeira mulher a desenvolver um game, mas não a única: sua história serviu de inspiração para outras mulheres na indústria dos videogames. 

Dona Bailey

Dona Bailey também era Atari. Em 1980, ela teve seu primeiro contato com videogames quando uma amiga a levou para um fliperama para jogar Space Invaders. Ela se encantou por aquilo e decidiu abandonar sua carreira em uma companhia automotiva para se tornar programadora de jogos, sendo logo admitida na Atari.

Junto com Ed Logg, ela desenvolveu Centipede, um game para fliperama, tornando-se assim, a primeira profissional mulher a criar um jogo para arcade. Atualmente, Bailey está afastada da indústria de jogos, mas continua apoiando o setor. 

Ela sempre apoia mulheres desenvolvedoras de games.

Rieko Kodama

Saindo um poucos dos Estados Unidos, temos Rieko Kodama, que trabalha na Sega desde 1984 e ajudou a criar a série de jogos Phantasy Star, o game Skies of Arcadia, o reboot do clássico Altered Beast e as histórias de Sonic. Kodama se destacou e seu nome é bastante famoso no cenário, sendo uma das principais mulheres desenvolvedoras de games. 

Kim Swift

Atualmente, temos muitas mulheres desenvolvedoras de games. Uma delas é a designer americana Kim Swift, que foi vencedora dos prêmios “Inovação” e “Jogo do Ano” da GDC Award por causa do game Portal, lançado em 2007. Em 2012, ela apareceu na lista da Forbes como uma das 30 pessoas abaixo dos 30 anos mais influentes na indústria dos games.

Amy Hennig

Outro nome influente no cenário atual é Amy Hennig. Com mais de 30 anos de carreira, a roteirista e diretora começou a trabalhar na área de games meio sem querer – pois precisava de recursos para continuar pagando sua pós-graduação em cinema pela Universidade da Califórnia Berkeley – e aceitou ser freelancer de arte para o jogo ElectroCop (1989), da Atari. Ela acabou se apaixonando e criou vários jogos até seguir rumo à Naughty Dog, onde se tornou roteirista-chefe, além de diretora criativa da série Uncharted.

Em junho de 2018, Hennig se tornou a primeira mulher a receber o prêmio de Honra do Gamelab por sua contribuição de mais de três décadas no universo dos jogos digitais.

Rhianna Pratchett

Quem também se destaca é a inglesa Rhianna Pratchett. Ela é designer narrativa e roteirista de jogos. Ela trabalhou no desenvolvimento das histórias de Heavenly Sword, Mirror’s Edge e com o reboot de Tomb Raider: Rise of the Tomb Raider.

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Letícia Höfke

Letícia Höfke

Sou jornalista, escritora e completamente apaixonada por tudo que envolve o universo geek - principalmente, o Batman.

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Letícia Höfke

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