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Patoxy em ação pela Black Dragons

Patoxy: exclusiva com jogador da Black Dragons

A Black Dragons é uma equipe histórica do Rainbow Six Siege brasileiro. Presente praticamente desde o início do competitivo do R6, a organização foi vice-campeã mundial duas vezes da extinta Pro League e levou o Campeonato nacional em 2017. Entretanto, com a invasão das orgs estrangeiras no Brasil, os Dragões iniciaram uma reconstrução e apostam em jogadores mais jovens do cenário. Vinicius “Patoxy” Lima foi uma das apostas, ainda em 2020. O jogador, que já competiu em outros FPS, conversou com o Clube do Vídeo Game de forma exclusiva.

Antes de chegar ao R6, Patoxy construiu carreira no Zula e Point Blank

Patoxy teve o privilégio de iniciar no competitivo de Rainbow Six com experiência anterior em outros jogos. Ironicamente, ele já havia defendido a camisa da BD pelo jogo Point Blank. O jogador também competiu no Zula, outro famoso FPS. Foram diversos títulos e até disputou campeonatos fora do país.

Minha experiência em ter jogado mundiais por outros jogos me ajudaram a caminhar mais rápido rumo ao aprendizado do R6 que é um jogo que exige muito tempo e estudo”, disse ao Clube do VG.

Época na segunda divisão e chegada à BD

Vinicius, antes de chegar na elite, defendeu a Team Fearrow e a Falkol eSports no tier 2 do R6. Inclusive, na última equipe, ficou em terceiro na tentativa de subir à Pro League. Mas em maio de 2020, Patoxy chegou à Black Dragons com a missão de substituir Wagner “wag” Alfaro, jogador experiente e identificado com a organização. “Senti que a torcida não abraçou tanto a ideia no inicio, mas, apesar dos pesares, eu entendi. Mas não foi algo que influenciou eu ou meu time… Continuei dando 200% e trabalhando pra vencer“, relatou.

Apesar de não ser unanimidade na torcida, o jogador se sentiu acolhido pelo time e citou o ex-player da BD, Vitor “hugzord” Hugo, como um dos que mais o ajudaram.

R6: Patoxy é anunciado como novo jogador da Black Dragons

(Foto: Divulgação/Black Dragons)

O primeiro título da carreira

Patoxy foi um dos principais responsáveis por acabar com o jejum de quatro anos da Black Dragons sem títulos. A equipe venceu a Copa do Brasil em novembro do ano passado, e o jogador teve números impressionantes. Dentre seus companheiros de time ele teve o maior número de kills: 114. Ainda foi o quarto mais positivo em abates e mortes no campeonato (+18). Aliás, o título veio em cima da W7M Gaming, time que posteriomente seria líder do BR6 e estaria no Six Major.

Vencer a copa do Brasil foi um desafio. Batemos na trave no Brasileirão para nos classificarmos para a Elite Six e tivemos que ter um mindset (mentalidade) muito forte. Isso criou força para o time em pouco tempo juntos. Foi bem importante vencer, principalmente contra w7m”, afirmou Patoxy.

Meses depois dessa conquista, a BD esteve à um passo de estar no Six Invitational. Ou melhor, um mapa. Dessa forma, os Dragões lideraram seu grupo na qualificatória para o Mundial e eliminaram os mexicanos da Fenix Esports na sequência. Na decisão contra o MIBR iniciaram a disputa com o pé direito ao vencer Clube, mas sofreram a virada. Ainda conseguiram empatar, porém no fim sofreram um 7 x 1.

Patoxy acredita que essa partida não poderia ter chegado até o quinto mapa, Kafé, que os adversários eram superiores. Além disso, também destacou a diferença de tempos dos times juntos.

“Essa partida faltou um pouco mais de tempo pra line vivenciar situações e variantes de campeonatos. Line nova contra uma line com um teamplay absurdo de mais de 2 anos. Mesmo com todos os obstáculos, acho que dava pra ter fechado o Oregon (o segundo mapa) e talvez o resultado seria diferente dissertou.

Constantes trocas nas lines da Black Dragons e o futuro

A Black Dragons se tornou uma organização questionada pela torcida por conta das constantes trocas de formações. Desde que Vinicius chegou, em 2020, ele jogou com 11 jogadores diferentes. São dois times completos e um reserva, apenas de diferentes players que Patoxy teve como companheiros. Além disso, foram três técnicos.

“A troca de line e de jogadores afetou muito. Diversas vezes tiramos ‘água de pedra' formando táticas, teamplay, mindset, sinergia e um playstyle único, entre outros vários pontos. Fora que é um jogo complexo (o R6) e o meta muda a cada temporada e (também) mudam as funções etc”, desabafou.

Entretanto, nem apenas a organização pode ser a culpada pelas mundanças constantes. A BD é considerada uma das grandes pontes do cenário e vê orgs internacionais contratarem seus jogadores. Isso aconteceu em 2018 após os Ninjas in Pyjamas adquirirem a line-up completa dos Dragões e se repetiu nos anos seguintes, como nas saídas de Vinícius “live” Santos e Pablo “Resetz” Oliveira para FaZe Clan e Team Liquid, respectivamente.

Patoxy, porém, não se imagina fazendo esse movimento. Ele fez uma crítica aos jogadores que buscam se destacar individualmente para buscarem uma vaga nos times estrangeiros e está comprometido com a Black Dragons.

Esse foco de Patoxy pelo jeito contagiou todo o time. A BD, hoje formada por Ronaldo “ion” Osawa, Vitor “peres” Peres, Guilherme “Bassetto” Bassetto e Felipe “nade” Ferreira, lidera o segundo turno do Campeonato Brasileiro de Rainbow Six. São quatro vitórias em quatro jogos. A próxima partida será no sábado (2) contra a W7M. No dia seguinte, os Dragões enfrentam a 00 Nation.

Foto Destaque: Reprodução/Redes Sociais

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Carlos Vinicius

Carlos Vinicius

Carlos Vinicius, 23 anos, jornalista formado pela Universidade Paulista. Apaixonado por futebol, o que levou ao caminho dos games e também da comunicação. Sempre se informando e informando aos outros, buscando referências e fontes, como o jornalismo manda.

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