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Os processos mais absurdos dos games

Confira aqui alguns dos processos mais absurdos do mundo dos games.

Gamer russo processa Bethesda por seu vício em Fallout 4

Esse, definitivamente, é um dos processos mais absurdos que já vi. Um jogador russo processou a Bethesda porque estava viciado em Fallout 4. Ele jogou o game por três semanas e por causa disso, viu sua vida ruir: perdeu seu emprego, sua esposa o deixou e sua vida social desapareceu. Além disso, o gamer afirmou que enfrentou privações de sono e de alimentação para poder jogar. Ele pediu uma indenização de 7 mil dólares. Nada mais foi divulgado a respeito do caso e pode não ter passado de uma brincadeira.

King Kong vs Donkey Kong

Esse é um dos processos mais famosos.

No ano de 1982, a Universal Studios abriu um processo contra a Nintendo, afirmando que o jogo Donkey Kong era plágio do filme King Kong.  A Nintendo, mesmo sendo uma empresa pequena nos Estados Unidos ainda, defendeu-se, afirmando que a outra companhia nunca teve os direitos de King Kong, já que o filme original foi lançado pela RJO General em 1933 e o longa lançado pela Universal em 1976 era apenas um remake. No fim, a Justiça decidiu pela Nintendo, mas a Universal continuou batendo nessa tecla por mais quatro anos por meio de recursos, mas a corte americana continuou mantendo seu entendimento.

Mulher genérica de 20 e poucos anos

A atriz Lindsay Lohan estava convencida de que a Take-Two Intactive se baseou em sua aparência para criar a personagem Lacy Jonas e processou o jogo GTA V.  Ela afirmou que a empresa se aproveitou de sua semelhança para alavancar as vendas e a popularidade do game e seu advogado alegou que a personagem tinha um chapéu igual ao da atriz e fazia o símbolo de “paz e amor” como Lindsay.

A Take-Two se defendeu, afirmando que a inspiração para Lacy Jonas foi uma modelo chamada Shelby Welinder, contratada pela rockstar. Para compactuar com a história, Sheldy tirou uma foto com o contrachegue recebido. Por causa disso, o tribunal deu vitória à Take-Two, definindo a personagem como “uma mulher genérica de 20 e poucos anos sem quaisquer características físicas pessoais”.

Beyoncé abandona jogo

A Gate Five estava produzindo um jogo de dança inspirado em Bayoncé chamado Starpower: Beyoncé. Ela chegou a fazer a captura de movimentos para o videogame, e a empresa investiu quase 6,7 milhões de dólares para produzí-lo. Entretanto, de uma hora para outra, a cantora resolveu desistir do projeto. A Gate Five então, processou Beyoncé por US$ 100 milhões. No fim, houve um acordo entre as duas partes, que não teve informações divulgadas.

Jack Thompson, o inimigo da indústria de games 

O advogado Jack Thompson é conhecido por perseguir a indústria de videogames, principalmente aqueles jogos mais violentos. Quando um crime acontecia e estava de alguma forma ligado a um game, ele sempre aparecia para afirmar que os produtores promovem violência.

Em 2005, um adolescente de 18 anos chamado Devin Moore atirou contra três policiais em uma delegacia do Alabama e acabou os matando. Após ser capturado, o rapaz afirmou que “a vida é um videogame. Todo mundo tem que morrer em algum momento”. Jack Thompson, já um grande perseguidor da indústria de games, não deixou isso passar e convenceu a família dos policiais a entrarem com um processo contra a Sony por causa dos jogos de GTA que, supostamente, incentivam os jogadores a roubar carros da polícia e a agredir policiais.

Thompson acabou sendo afastado do processo por conduta antiética. Ele foi acusado de fazer uso das tragédias de outras pessoas para tentar obter seus próprios objetivos e teve seus direitos como advogado revogados. Devin Moore foi condenado a morte, mas GTA não foi resposabilizado pelos seus crimes.

Além de GTA, o advogado já entrou com processos também contra jogos como Bully, Manhunt e Mortal Kombat e já tentou proibir a circulação e venda de muitos títulos, mas nenhuma de suas tentativas de atacar a indústria de games deu certo.

Um dos (muitos) processos da Nintendo

A Nintendo moveu um processo contra a rede de locadoras Blockbuster porque ela trocava os manuais originais de seus videogames por cópias. Segundo a empresa japonesa, isso é uma violação de propriedade intelectual. O fato é que a Nintendo nunca gostou muito dessas locadoras de games dos Estados Unidos e se aproveitou dessa falha para tentar acabar com elas. De todo modo, a indenização recebida foi uma mixaria, mas, pelo menos, a Blockbuster não copiou mais seus manuais.

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Letícia Höfke

Letícia Höfke

Sou jornalista, escritora e completamente apaixonada por tudo que envolve o universo geek - principalmente, o Batman.

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