Análise | Ghost of Tsushima

Ghost of Tsushima análise

Nessa geração tivemos algumas surpresas em relação a jogos com samurais. Exemplos como Nioh e Sekiro: Shadows Die Twice, são provas de que o tema está longe de estar saturado. Com Ghost of Tsushima não foi diferente. Mas aí você pode estar se perguntando: Com diversos jogos de samurais em pouco tempo, vale a pena jogar Ghost of Tsushima? Sem dúvida!

Para começar Ghost of Tsushima aborda uma história que nenhum game ou até mesmo filme contou: a história da primeira invasão mongol no Japão que aconteceu entre os anos 1274 e de 1281. 

O game produzido pela Sucker Punch Productions, mesmo estúdio responsável pela série inFamous, abordou o período da Primeira Invasão comandada por Kublai Khan.

Ghost of Tsushima foi lançado no dia 17 de julho de 2020 como exclusivo de PlayStation 4. Essa análise não contém spoilers.

Uma Guerra pela família

Ghost of Tsushima se passa em 1274. Nos primeiros minutos somos apresentados a Jin Sakai, um jovem samurai que, junto ao seu tio e seu exército, luta contra os mongóis. Depois de uma batalha fracassada e o seu tio desaparecido, Jin Sakai se vê sozinho em uma vila e descobre que sobreviveu graças a Yuna, uma ladra. Depois de perceber que o seu tio foi capturado, Jin Sakai vai até a Ilha de Tsushima com o objetivo de resgatar o seu tio e enfraquecer os mongóis.

A história parece ser simples, mas ela é rica em detalhes e conhecimento. Detalhes que vão desde as curiosidades sobre o Japão naquela região durante o período da Primeira Invasão mongol até contos místicos que dão um toque a mais na história. Tudo isso é equilibrado entre o missão e outra, dando uma sensação de liberdade de escolha para o jogador.

As missões secundárias que no jogo são chamadas de Contos de Tsushima, conseguem te prender e até dar algumas recompensas interessantes. Além disso, existem missões secundárias específicas de alguns personagens que ajudam Jin durante a sua jornada em Tsushima. Destaque para o Conto da Senhora Masako e a história de sua família.

O mundo aberto é uma das melhores coisas presentes no jogo. O universo criado pela Sucker Punch Productions é uma obra de arte que precisa ser explorado com calma. Além da beleza intrínseca, o mundo de Ghost of Tsushima causa curiosidade. É muito fácil o jogador parar o seu objetivo principal para investigar uma fumaça ou salvar reféns que estão em perigo na estrada. O jogo marca todas as atividades que podem ser feitas no mapa, deixando mais fácil a exploração.

Às vezes samurai, às vezes fantasma 

A jogabilidade de Ghost of Tsushima se destaca tanto quanto a sua história. Com um combate intuitivo e ágil, o game se destaca nas diferentes formas de combate. Uma das coisas mais importantes durante o combate é a postura. Ao todo são quatro posições que o jogador desbloqueia ao longo da campanha. Durante toda a campanha, a postura é essencial no combate com diversos tipos de inimigos; Saber qual postura certa quando está em uma batalha contra um tipo de inimigo é vitória na certa.

E por falar em batalha, podemos dizer que cada batalha contra os mongóis é uma coreografia que dá gosto de ver, é como se estivéssemos vendo um clássico filme de samurai. E por falar em filmes, fãs do grande diretor Akira Kurosawa, diretor de filmes como “Os Sete samurais”, vão pirar ao jogar o novo jogo da Sucker Punch Productions. Ghost of Tsushima inclui um modo Kurosawa, deixando o game nos mesmos moldes de um filme clássico japonês . A trilha sonora assinada por Ilan Eshkeri e Shigeru Umebayashi dão um toque final durante toda a campanha.

Em um State of Play focado no game, muitas pessoas ficaram curiosas em saber como a transição de samurai para ghost iria acontecer. Após jogar é claramente perceptível que a Sucker Punch Productions deu uma total liberdade para o jogador escolher o seu estilo de gameplay. Somente em um momento específico em uma missão principal que devemos “ativar” o modo fantasma de Jin.

O jogador, além das posturas e diversos upgrades em armas e armaduras, irá encontrar uma vasta árvore de habilidades. Para preencher os elementos da árvore, é necessário avançar na campanha, destruir acampamentos mongóis, fazer missões secundárias, etc. Vale lembrar que é natural completar todas as habilidades somente após concluir a campanha.

Encerrando a geração PlayStation 4 com chave de ouro

Apesar com o lançamento “colado” com The Last of Us: Part II, Ghost of Tsushima conclui a geração de exclusivos de PlayStation 4 com excelência. Após concluir o game, percebemos um salto imenso da Sucker Punch Productions. A desenvolvedora saiu de uma série já conhecida (Infamous) e arriscou em algo totalmente diferente do que ela já desenvolveu, sendo uma situação semelhante ao que aconteceu com a Guerrilla Games e seu Horizon Zero Dawn.

Ghost of Tsushima tem uma história interessante e nunca jamais vista nos videogames. Jin Sakai é um personagem interessante, mas senti que precisava ter sido mais desenvolvido, algo que pode ser resolvido em uma sequência. As missões secundárias são interessantes em sua maioria, destaque para as missões específicas dos personagens secundários. A direção de arte é uma das coisas mais incríveis que vi nesse ano (e se esse jogo não for indicado para Melhor Direção de Arte não tem justiça no mundo!). A trilha sonora poderia ser mais presente no game, diversas vezes eu caminhei por todo o mapa e senti falta de uma música de fundo.

Ghost of Tsushima encerra a geração do PlayStation 4 com chave de ouro e entrega mais uma aposta de uma nova IP bem sucedida dos estúdios da PlayStation Studios.

E ai, já jogou Ghost of Tsushima? O que achou do game? Não deixe de conferir as nossas matérias sobre o game: