Dreamcast | Os 10 melhores jogos do console da Sega

Dreamcast capa

O último console da Sega não teve um desempenho dos melhores. Por ter sido lançado entre gerações — competindo inicialmente com PlayStation 1 e Nintendo 64 e posteriormente com o início da vida do PlayStation 2 –, o “sonho” não foi um dos melhores para a produtora japonesa, que devido ao seu fracasso comercial (em relação ao que era esperado) acabou se tornando apenas desenvolvedora de jogos, abandonando a cena de hardware.

Porém, ainda que a Sega não tenha ficado feliz com as suas vendas, o console fez um enorme sucesso entre seus entusiastas. Inclusive, o console foi lançado no Brasil oficialmente pela Tec Toy, que colocou até comerciais na TV e deu todo tratamento para o 128 Bits que a empresa já havia dado para seus antecessores. Sendo assim, vamos comemorar o seu legado e mostrar um top 10 com os melhores games para o console. Lembrando que não está em nenhuma ordem específica:

Dead or Alive 2

Continuação do clássico jogo de luta da Tecmo, mais uma vez temos um game de luta maravilhoso, que impressiona não só pelos visuais dos personagens e cenários, mas também pela complexidade de seu sistema de combate.

Diferentemente de Tekken onde existem 4 botões de ataque, em DOA2 temos Soco, Chute, Defesa e Parry, que quando usado serve para reverter ataques, impedindo que o adversário “spammeie” golpes sem parar.

O game está presente em outras plataformas, mas seu lançamento inicial no Dreamcast foi um marco para a história do console.

Shenmue (1 e 2)

O game mais ambicioso da Sega até então. A ideia era criar uma história que fluísse como a vida real de um jovem japonês da década de 1980.

Sendo assim, temos uma história que lembra um filme clássico de artes marciais misturado com novela, onde cada NPC tem sua rotina bem específica. Isso pode ser bom ou ruim, pois determinados eventos necessitam que o jogador espere até a hora de poder interagir com alguém para seguir a história.

A série Yakuza é considerada o sucessor espiritual de Shenmue, de forma que se você já gosta das aventuras de Kiryu, vai adorar a história de Ryo Hazuki, protagonista de Shenmue.

Os dois primeiros games da série estão disponíveis no PC e nas plataformas atuais também, além de sua sequência inédita. Por isso, mesmo que não tenha um Dreamcast, não há desculpa para perder esses clássicos.


Power Stone (1 e 2)

Sempre lembrado por aqueles que jogavam com os amigos nas locadoras, Power Stone está mais para Super Smash Bros do que para Street Fighter.

Ainda que seja obra da Capcom, seu sistema de luta é bem diferente. As lutas são em arena, com objetos que podem ser jogados no adversário, mas sem perder a complexidade de golpes característica dos games da empresa.

Os dois games são ótimos, com personagens carismáticos e que andam meio sumidos, nem mesmo aparecendo como roupas em Street Fighter V.

Uma curiosidade é que a versão em anime de Power Stone foi exibida na Rede Globo em 2002 apenas uma vez. Quem viu, viu.

Sonic Adventure

O grande game usado em comerciais para vender o Dreamcast para as pessoas, Sonic Adventure é o primeiro jogo do ouriço em 3D.

Como passamos toda geração do Saturn sem um game inédito do personagem — ignorando o hub 3D usado em um Collection — a Sega tratou de botar o Sonic Team para criar algo avassalador e inovador com o personagem.

Aqui mudou-se praticamente tudo. Os cenários deixaram de ter cara de um mundo paralelo cheio de bichinhos, e agora parece se passar num planeta como o nosso, inclusive com a presença de humanos no mapa.

Sua jogabilidade é amada e odiada pelas pessoas, mas comparando com os jogos em 3D que vieram futuramente, é fácil dizer que eles não melhoraram muito em comparação com essa primeira empreitada em três dimensões.

Nada que seja tão ruim, apenas alguns bugs aqui e acolá que ocorrem caso o jogador tente fazer algo que o game não espera, como tentar parar no meio de loops ou pular em direções muito fora do percurso.

Mesmo com alguns problemas, o jogo é maravilhoso e vale a pena ser jogado. Existem versões para GameCube, PC, Xbox 360 e PlayStation 3, porém o original ainda conta com interações com o VMU, o Memory Card com telinha do Dreamcast.

Sua sequência, Sonic Adventure 2, também foi lançada no DC, porém não é tão adorada quanto o primeiro game no console.

Curiosidade: Sonic também ganhou o visual moderno que conhecemos hoje, que apesar de ter sido criado para esse game, estreou em Sonic Pocket Adventure para Neo Geo Pocket

Soul Calibur

Apesar do nome não ter números, este é o segundo game da série da Namco, sendo continuação de Soul Edge, lançado para arcades e para o primeiro PlayStation. Assim como Dead or Alive 2, o game impressiona demais pelos gráficos, com movimentação suave à 60 FPS, que se tornou uma característica da série a partir desse jogo.

Foi o motivo que fez muita gente pegar o console em seu lançamento original e até hoje faz bonito, tanto pela sua jogabilidade quanto pelos gráficos.

Já foi relançado na Xbox Live Arcade na época do 360, porém essa versão não possuía o Mission Battle, então sua versão original para o console da Sega ainda é essencial para curtir a experiência completa.

Crazy Taxi

Um grande game de estilo arcade que caiu como uma luva no Dreamcast. Seguindo o estilo de jogabilidade rápida e de fácil entendimento, característica do “estilo Sega”, Crazy Taxi se resume a uma coisa: pegar passageiros e deixá-los no seu destino o mais rápido possível.

Com uma trilha sonora incrível, com grandes temas da banda Offspring (“YA YA YA YA YA!”), o lançamento original é lembrado principalmente pelo seu ritmo alucinante, associado com sua trilha sonora.

O diferencial da versão de Dreamcast são justamente as músicas, visto que a maioria dos seus relançamentos e sequências tiveram problemas com direitos autorais, tendo trocado todas as canções.

Usar os gatilhos para acelerar e frear foi difícil para a molecada se acostumar à época, mas devido aos botões serem analógicos, tudo parecia intuitivo no fim das contas. Um grande game que merece um espaço na coleção de todos.

Grandia II

Sequência de um maravilhoso RPG de Saturn e PlayStation, Grandia II é talvez um dos dois grandes JRPGS para o último console da Sega.

O sistema de batalha ativo feito pela Game Arts é incrível, evoluindo um pouco em relação ao primeiro game, com a vantagem de ser 100% em 3D agora, deixando de lado os sprites do jogo original.

O ritmo da história também é bem rápido, onde poucas partes pedem que o jogador explore casas e cenários por muito tempo, com tudo acontecendo de forma bem rápida e intuitiva. Isso faz com que o jogo se assemelhe muito com RPGS atuais.

Com uma história de fantasia que faz lembrar os grandes animes de ação dos anos 90, Grandia II é um must play, mesmo para aqueles que não sejam fãs do gênero.

Existe um port para PlayStation 2, mas esse é conhecido por problemas de performance. Mais recentemente, os dois primeiros jogos da série foram relançados em HD, tanto para Switch como para PC.

Skies of Arcadia

Junto com Grandia II, SoA é um incrível RPG de fantasia ao estilo SteamPunk, com grandes navios voadores e gráficos em 3D totalmente detalhados, com mundos enormes e personagens bem desenvolvidos.

Com temática pirata, Skies of Arcadia dura pelo menos umas 50 horas, e desde já recomendo que não se fuja das batalhas, pois o game é equilibrado de forma que a experiência adquirida em cada luta seja essencial para derrotar os chefes.

Ainda que tenha sido relançado para o GameCube em 2003 com ligeiras melhorias de rebalanceamento, seu lançamento original no Dreamcast marcou época e não faz feio se comparado com outros RPGs da época.

Resident Evil: Code Veronica

Considerado por muitos, inclusive pela Capcom, como a sequência verdadeira de Resident Evil 2.

Aqui vemos a primeira evolução gráfica real da série, com cenários totalmente em 3D. Ainda que a perspectiva do jogo ainda seja fixa, a mudança nos gráficos permitiu coisas legais, como movimentos de câmera enquanto Claire anda por determinadas partes de Rockfort Island.

Esse é por sua vez, o cenário da vez, fugindo da já bastante utilizada Raccoon City. Claire Redfield Steve Burnside passam o jogo investigando um laboratório secreto presente nessa ilha, que obviamente pertence à Umbrella Corp.

Uma versão do game chamada “Complete Edition” saiu somente no Japão ainda no Dreamcast. Essa posteriormente foi a base para Code Veronica X, o port lançado para PlayStation 2 e consoles atuais.

Jet Set Radio

Um grande game que gira em torno de passear pela cidade pichando muros. Talvez fosse o game favorito do falecido Chorão, caso ele tivesse conhecido esse clássico da Sega.

Com visual Cel-Shaded (similar a Zelda: Wind Waker) e trilha sonora recheada de hip-hop e techno, JSR é amado pelo seu estilo, que tenta replicar a estética dos jovens de Tóquio da época de seu lançamento.

Ainda que patinar pelo mapa e tentar grafitar os muros seja um pouco complicado de início, ao dominar seus controles o jogador entende porque esse game é tão amado.

Foi relançado no PlayStation 3, Xbox 360 e PC posteriormente.

E aí, qual o melhor game do Dreamcast pra você? Conte pra gente!

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